Artigo de professor de Fisioterapia do Mackenzie é publicado em revista internacional

Nos últimos anos as crianças têm se tornado menos ativas, mais obesas e com mais fatores de riscos para doenças cardiovasculares.Da década de 70 a 90 isso aconteceu por causa da televisão. Na última década isso se agravou ainda mais por conta dos dispositivos eletrônicos e os jogos, que antigamente eram físicos, como as brincadeiras de rua. Isso foi diminuindo e a criança passou a ficar só no ambiente eletrônico, o que inclusive aumenta o seu isolamento em relação às outras crianças”, explica o professor de Fisioterapia da Universidade Presbiteriana Mackenzie (UPM), Marcelo Fernandes.

Segundo ele, este cenário de crianças sedentárias, obesas e com riscos de saúde, fez com que a Organização Mundial da Saúde lançasse diversos documentos de incentivo a atividade física e reestruturação alimentar. Por isso, em parceria com a Universidade Federal de Sergipe, Marcelo propôs a realização do Teste da Caminhada de Seis Minutos (TC6), a fim de obter um valor de referência em relação a capacidade física das crianças brasileiras de sete a doze anos. O estudo foi publicado na revista internacional Respiratory Care.

Em todo o mundo, especialistas utilizam a distância percorrida por crianças em seis minutos como marcador de capacidade física. Países como Reino Unido, Tailândia, EUA, Índia, China e Áustria já conseguiram estabelecer esse valor. Com a conclusão do estudo, o Brasil chegou a um valor de referência, uma equação que pode ser utilizada em hospitais, centros médicas e clínicas, para analisar a capacidade física de uma criança.

Mas por que ter um valor de referência da criança brasileira é tão importante? “O teste foi feito em cerca de 1500 crianças saudáveis – divididas conforme a densidade demográfica de cada local. Com isso nós conseguimos comparar esse valor de uma criança saudável com outra criança doente e assim saber o impacto que aquela situação de doença, obesidade, hábitos inadequados gera de déficit nessa criança”, explica Marcelo, apontando que as diferenças culturais, étnicas, econômicas e sociais entre os países fazem com que cada população caminhe distâncias diferentes. “O que faz uma criança caminhar mais ou menos é a hereditariedade, seu nível de atividade física, sua condição de saúde, o meio ambiente. Tudo isso faz com que as crianças tenham diferentes distâncias percorridas a depender do país”, analisou.

Para o professor, o principal objetivo do estudo já foi cumprido: trazer para o Brasil um valor de referência que tenha abrangido todas as culturas, aspectos e regiões. Em um segundo momento o estudo pretende comparar a capacidade física entre as crianças do Brasil. “Foi visto, por exemplo, que uma criança do Norte caminha em média 439 metros, enquanto uma da região Centro-oeste caminha 566. São 100m de diferença e isso não é pouco. Provavelmente o que influencia a diferença de uma região para a outra, sejam as diferenças culturais, étnicas, demográficas, econômicas”, relata.

Outro ponto abordado foi a questão de gênero, que pode ser estudada a partir do valor de referência. Existe uma diferença da capacidade física de meninos e meninas. Muitos países implicam que brincar de bola é só coisa de menino e as meninas ficam de fora das atividades físicas. Este é outro ponto que pode ser estudado futuramente.

O experimento foi realizado com o apoio de outras onze universidades de todas as regiões brasileiras. O teste foi feito em um percurso marcado por cones, onde a criança precisaria caminhar o máximo que conseguisse em seis minutos. “Diferente de uma aula de educação física, o teste não requer um esforço máximo da criança”, explica Marcelo.

Para saber mais detalhes sobre o estudo, confira a versão online do artigo original publicado na Revista Internacional Respiratory Care (em inglês) aqui. 

Fonte: http://portal.mackenzie.br/

Más artículos de la Universidad

Suscríbete al Grupo Tordesillas​

Introduce tu email y recibirás las novedades del Grupo Tordesillas mensualmente en tu correo electrónico.

Scroll al inicio
Política de Privacidad

Esta web utiliza cookies para que podamos ofrecerte la mejor experiencia de usuario posible.

La información de las cookies se almacena en tu navegador y realiza funciones tales como reconocerte cuando vuelves a nuestra web o ayudarnos a comprender qué secciones de la web encuentras más interesantes y útiles.

Más información en nuestra política de privacidad.

Cookies técnicas necesarias

Las cookies técnicas necesarias tienen que activarse siempre para que podamos guardar tus preferencias de ajustes de cookies. Básicamente, esta web no funcionará bien si no están activas.

Estas cookies son:

  • Comprobación de inicio de sesión.
  • Cookies de seguridad imprescindibles.
  • Saber si ya has aprobado/rechazado las cookies.
Cookies de Terceros

Este sitio web utiliza las siguientes cookies:

  • Google Analytics: se utiliza para enviar datos a Google Analytics sobre el dispositivo del visitante y su comportamiento en el sitio web de despachotres.com, de forma anónima. Más información: https://policies.google.com/privacy