Universidade realiza Ações contra o Mosquito Aedes Aegypti – UFRGS

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Intenção é erradicar o transmissor de dengue, Chikungunya e Zika Vírus dos espaços físicos da Instituição.

Desenvolvido pela Superintendência de Infraestrutura, será colocado em prática na Universidade um plano de erradicação dos focos de mosquitos na Universidade. Além de reunir ações contínuas, como limpezas de calhas e caixas d’água e o gerenciamento dos resíduos, serão buscados potenciais criadouros, como pontos com lixo acumulado, onde pode haver água parada, para erradicar a possibilidade de desenvolvimento do Aedes. O apoio das unidades acadêmicas e da comunidade universitária em geral é fundamental para eliminar o vetor. Lixo só deve ser colocado em local apropriado e pontos com água parada devem ser denunciados.

Além de transmitir a dengue, já bastante conhecida dos brasileiros, o Aedes é vetor da Febre Chikungunya e do Zika Vírus. Após a descoberta da associação entre este último – que possui sintomas mais brandos – com os casos de microcefalia, a eliminação do mosquito tornou-se imprescindível, pelos sérios prejuízos que esta doença traz aos bebês.

O Campus do Vale foi o primeiro a receber uma ação intensiva em busca de pontos com acúmulo de lixo. Nesta manhã, após serem identificados, foram limpos dois locais que estavam com resíduos sólidos, como parte de uma mobilização nacional chamada pelo Ministério da Educação para eliminar os criatórios nas áreas físicas das universidades e institutos. Copos descartáveis, garrafas PET, embalagens diversas foram recolhidos por uma equipe de limpeza externa. O lixo doméstico é o foco das atenções, segundo o biólogo da Universidade, Fernando Platti, responsável pela elaboração do programa da UFRGS de controle dos criadores do mosquito. Por ser um inseto urbano, não geram preocupação as áreas de mata nativa do Campus do Vale, e sim os pontos em que a comunidade joga lixo inapropriadamente, pois esses são locais preferidos pelos mosquitos.

O programa envolve dois ramos principais: o gerenciamento adequado dos resíduos urbanos, potenciais criatórios; e o acompanhamento constante da estrutura que acumula água (piscinas, caixas d´água, cisternas e calhas). As caixas d’água da Instituição, além de serem fechadas, são limpas a cada seis meses. São 180 reservatórios com capacidade instalada de mais de 3.200 metros cúbicos. Em seus 397 mil metros quadrados de área construída, 100 mil metros quadrados de telhados, as calhas são limpas no mínimo a cada 15 dias.

Hoje é o início de uma grande mobilização nos organismos públicos para combater o Aedes”, disse o reitor Carlos Alexandre Netto, lembrando que a Universidade deve se organizar, em esforço conjunto com as unidades acadêmicas, para que no dia 29 de fevereiro, quando iniciam as aulas, não haja focos do mosquito e os estudantes passem a contribuir para o controle.

A UFRGS pretende instalar iscas para apanhar os mosquitos e monitorar sua incidência nos campi, ação que deve contar com apoio da Prefeitura de Porto Alegre. O monitoramento constante dos fatores de risco ocorrerá sob coordenação do Departamento de Meio Ambiente e Licenciamento, pelos servidores Juliane Minotto e Gustavo Barbosa. As ações envolvem, ainda, diretamente, o Departamento de Atenção à Saúde, para ajudar na prevenção da saúde do servidor, e a Gerência de Serviços Terceirizados, que dá o suporte de mão-de-obra para ações como a desta manhã.

Universidade Contra o Mosquito

A Universidade está engajada em outras frentes para ajudar na eliminação dos criatórios de mosquito. Em parceria com a Secretaria de Saúde do RS, o programa TelesaúdeRS presta informações à população sobre como acabar com os focos e recebe denúncias de locais com água parada. O serviço pode ser acessado pelo telefone 0800 645 3308. Foi desenvolvido inclusive um aplicativo para smartphones (Android e IOS), disponível para download gratuito. Via aplicativo, os usuários podem consultar dicas de enfrentamento ao mosquito e denunciar os focos.

O reitor Carlos Alexandre Netto informou nesta manhã que a Universidade deve se envolver em campanhas de conscientização nas escolas públicas. Servidores e alunos irão aos estabelecimentos de ensino para disseminar conhecimento sobre o desenvolvimento do mosquito, via projetos de extensão, para que os alunos da rede se envolvam no combate às larvas em suas casas e vizinhança. O enfrentamento do Aedes exige a participação de todas as pessoas, por isso a importância de trabalhar com a promoção de informações sobre as doenças e o vetor.

Na semana passada, em visita do Secretário de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde, Eduardo de Azeredo Costa, a UFRGS apresentou e colocou à disposição pesquisas que faz para controle populacional do Aedes aegypti (mais aqui). São inciativas que envolvem a utilização de hormônios que paralisam o desenvolvimento da larva do mosquito e também emprego de inseticidas que eliminam o transmissor de doenças.

Pesquisa na UFRGS busca Inseticida para Aedes Aegypti

No laboratório de parasitologia do Instituto de Ciências Básicas da Saúde (ICBS) o mosquito Aedes aegypti pode ser encontrado, mas que fique claro que para o desenvolvimento de pesquisas e controlado dentro das normas necessárias para segurança. No local são realizadas pesquisas em vista do desenvolvimento do combate do inseto na fase de larva e em sua fase adulta, com uso de substâncias botânicas, produtos químicos isolados e bactérias. As colônias de mosquitos em laboratório são oriundas do Ministério da Saúde e não carregam vírus.

A coordenação da pesquisa é da professora Onilda Santos da Silva, do departamento de microbiologia, imunologia e parasitologia. Ela afirma que as investigações envolvem pesquisadores de várias áreas, como bacteriologia, virologia, farmacologia, ecologia entre outras, contando também com alunos de mestrado e doutorado. Onilda explica que o desenvolvimento de inseticidas é algo muito laborioso e que pode envolver décadas de pesquisas. Ela já estuda o Aedes há cerca de 15 anos e está há mais de 20 anos pesquisando arbovírus, ou seja, vírus transmitidos por artrópodes, como os mosquitos.

A professora comenta que, segundo as diversas pesquisas, o Brasil é o país que mais contribui para a proliferação dos mosquitos no mundo. Nesse sentido, é preciso que se incentivem pesquisas e que a ajuda da população é necessária: “Se não for evitada a proliferação de criadouros do mosquito, nenhum inseticida, por melhor que seja, resolverá o problema da dengue, da chikungunya e da zika”, ressalta.

Fonte: http://www.ufrgs.br/

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