{"id":1173,"date":"2015-09-04T08:23:24","date_gmt":"2015-09-04T06:23:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.grupotordesillas.net\/?p=1173"},"modified":"2015-09-08T17:51:59","modified_gmt":"2015-09-08T15:51:59","slug":"udominho-tecnologia-empregos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.grupotordesillas.net\/pt\/blog\/udominho-tecnologia-empregos\/","title":{"rendered":"Tecnologia criou mais empregos do que os destruiu: Universidade do Minho"},"content":{"rendered":"<p><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1172\" src=\"https:\/\/www.grupotordesillas.net\/wp-content\/uploads\/2015\/08\/udominho-tecnologia-empregos.jpg\" alt=\"udominho-tecnologia-empregos\" width=\"1060\" height=\"474\" \/><\/p>\n<p><strong>O cen\u00e1rio de substitui\u00e7\u00e3o do homem pela m\u00e1quina e o seu impacto na destrui\u00e7\u00e3o do emprego \u00e9, afinal, question\u00e1vel<\/strong>.<\/p>\n<p>A Deloitte analisou 140 anos de dados para concluir que a tecnologia criou em Inglaterra e no Pa\u00eds de Gales mais empregos do que aqueles que destruiu.<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, o <strong>duelo homem-m\u00e1quina<\/strong> <strong>e a substitui\u00e7\u00e3o de profissionais<\/strong> <strong>pela tecnologia<\/strong> t\u00eam sido evocados para justificar a redu\u00e7\u00e3o, em muitos sectores elevada, de postos de trabalho. Na luta entre humanos e o desempenho tecnol\u00f3gico tem ganho o \u00faltimo, mas aparentemente as contas n\u00e3o podem ser feitas de forma t\u00e3o liniar.<\/p>\n<p>A <strong>consultora Deloitte<\/strong> recuou a 1871 e <strong>analizou 140 anos de dados relacionados com o mercado de trabalho<\/strong> <strong>e a cria\u00e7\u00e3o de emprego<\/strong> em Inglaterra e no Pa\u00eds de Gales para concluir que a tecnologia criou afinal mais empregos do que os que destruiu. \u00c1reas h\u00e1, como a da sa\u00fade, onde se registam aumentos de cria\u00e7\u00e3o de emprego na ordem dos 909%, como \u00e9 o caso dos auxiliares de enfermagem.<\/p>\n<p>Est\u00e1 a tecnologia a diminuir as hip\u00f3teses de trabalho dos seus criadores? Ian Stewart, Debapratim De e Alex Cole, os autores do estudo da Deloitte, nomeado para o Rybczynski Prize da Society of Business Economists, defendem que n\u00e3o. Segundo os especialistas, ela est\u00e1 sim a mudar o panorama do mercado de trabalho. Recuando ao passado e analisando a evolu\u00e7\u00e3o do mercado de trabalho no Reino Unido ao pormenor, os autores do estudo concluem que \u201c<em>o que se verificou foi uma contra\u00e7\u00e3o do emprego em \u00e1reas como a agricultura e a manufatura, que \u00e9 r\u00e1pida e largamente superada pela cria\u00e7\u00e3o de novos postos de\u00a0trabalho<\/em>&#8220;.<\/p>\n<p>Um estudo da Deloitte <strong>conclui que a tecnologia criou mais empregos do que os que eliminou<\/strong>, em 140 anos\u00a0trabalho em \u00e1reas como a sa\u00fade e bem-estar, ind\u00fastrias criativas, tecnologia e nos v\u00e1rios sectores dos servi\u00e7os. Onde a m\u00e1quina demonstrou ganhar vantagem sobre o trabalho humano foi nas fun\u00e7\u00f5es mais repetitivas e bra\u00e7ais, mas, adiantam os autores do estudo, \u201c<em>em nenhum momento da hist\u00f3ria as m\u00e1quinas estiveram perto de eleminar a necessidade da forma de trabalho humana, nos \u00faltimos 140 anos<\/em>\u201d.<\/p>\n<h2>LUC\u00cdLIA MONTEIRO<\/h2>\n<p>O <strong>boom dos empregos de conhecimento intensivo\u00a0\u00c9 inquestion\u00e1vel<\/strong> que em alguns sectores a tecnologia, efetivamente, eliminou postos de trabalho. Contudo, os autores questionam se \u201c<em>querer\u00edamos hoje desempenhar essas tarefas, eminentemente bra\u00e7ais, repetitivas e muitas vezes de esfor\u00e7o<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>No Reino Unido, o primeiro sector a sentir a redu\u00e7\u00e3o de postos de trabalho promovida pela tecnologia foi a agricultura, a par com o sector\u00a0administrativo, onde os datil\u00f3grafos e as secret\u00e1rias sofream quebras de 57 e 50%, respetivamente, e algumas ind\u00fastrias, como a t\u00eaxtil, onde a procura de tecel\u00f5es diminuiu 79%.<\/p>\n<p>Mas <strong>noutros sectores, a cria\u00e7\u00e3o de emprego mais qualificado superou o n\u00famero de postos de trabalho extintos<\/strong>. O estudo da Delloite conclui que sectores como o da sa\u00fade e bem-estar registaram crescimentos de 909% na cria\u00e7\u00e3o de novos empregos, como \u00e9 o caso dos auxiliares de enfermagem.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos 140 anos, avan\u00e7am os autores, os empregos na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o aumentaram 580%, os especialistas na \u00e1rea do bem-estar, apoio \u00e0 juventude e \u00e0 comunidade aumentaram 183%, enquanto os profissionais ligados \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica aumentaram 168%. \u201c<em>Em alguns sectores, incluindo a medicina, educa\u00e7\u00e3o e servi\u00e7os profissionais, a tecnologia aumentou a produtividade e o emprego aumentou em simult\u00e2neo<\/em>\u201d,\u00a0explicam os autores, enfatizando que \u201c<em>o acesso mais facilitado \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e a acelera\u00e7\u00e3o dos canais de comunica\u00e7\u00e3o revolucionaram a cria\u00e7\u00e3o de emprego nas ind\u00fastrias de conhecimento intensivo<\/em>\u201d.<\/p>\n<p>Tomandose em considera\u00e7\u00e3o, por exemplo, os contabilistas, o estudo demonstra que em 1871 o Censo da altura dava conta da exist\u00eancia de 9832 profissionais no Reino Unido, um n\u00famero que cresceu para mais de 215 mil profissionais ao longo dos \u00faltimos 140 anos. Outras ind\u00fastrias como a do lazer cresceram em n\u00famero de profissionais, a par com alguns servi\u00e7os relacionados com a est\u00e9tica e beleza. Movimenta\u00e7\u00f5es que levam os especialistas a concluir que a tecnologia foi antes um aliado para a facilita\u00e7\u00e3o do trabalho dos humanos, permitindo reduzir as profiss\u00f5es com maior risco e esfo\u00e7o associado e potenciando a expans\u00e3o de outro tipo de fun\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, a tecnologia foi apontada como a raz\u00e3o para a destrui\u00e7\u00e3o de um elevado n\u00famero de postos de trabalho. Um estudo agora realizado pela consultora Deloitte deita por terra essa teoria.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/www.uminho.pt\/noticias-press\" target=\"_blank\">http:\/\/www.uminho.pt\/<\/a><\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O cen\u00e1rio de substitui\u00e7\u00e3o do homem pela m\u00e1quina e o seu impacto na destrui\u00e7\u00e3o do emprego \u00e9, afinal, question\u00e1vel. A Deloitte analisou 140 anos de dados para concluir que a tecnologia criou em Inglaterra e no Pa\u00eds de Gales mais empregos do que aqueles que destruiu. Durante d\u00e9cadas, o duelo homem-m\u00e1quina e a substitui\u00e7\u00e3o de profissionais pela tecnologia t\u00eam sido evocados para justificar a redu\u00e7\u00e3o, em muitos sectores elevada, de postos de trabalho. 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