UFPE vence Prêmio Boston Scientific Brasil de Incentivo à Inovação em Engenharia Biomédica para o SUS

UFPE vence Prêmio Boston Scientific Brasil de Incentivo à Inovação em Engenharia Biomédica para o SUS

Em todo o Brasil, foram seis trabalhos selecionados, sendo o da UFPE o único representante do Nordeste.

A UFPE está entre as instituições vencedoras do Prêmio Boston Scientific Brasil de Incentivo à Inovação em Engenharia Biomédica para o SUS. O prêmio internacional é concedido em parceria com o Ministério da Saúde e a Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica (SBEB) e a Boston Scientific para inovações que possam ser aplicadas no Sistema Único de Saúde (SUS). Em todo o Brasil, foram seis trabalhos selecionados, sendo este o único representante do Nordeste. 

A cerimônia de celebração inicialmente iria ocorrer em Brasília, mas, por causa da pandemia, a SBEB enviou um troféu para a UFPE via Correios e fará uma live de premiação com os vencedores hoje (7), às 17h, que poderá ser acompanhada pelo Facebook e YouTube da SBEB. 

O projeto contemplado foi a dissertação de mestrado “Análise da caminhada dentro d’água em pessoas com doença de Parkinson”, de Caroline de Cássia Batista de Souza, fisioterapeuta e ex-aluna do Programa de Pós-Graduação de Engenharia Biomédica (PPGEB/UFPE), defendido no mês de junho de 2019, e orientado pelo professor Marco Aurélio Benedetti Rodrigues. “O maior prêmio é o reconhecimento pelo trabalho de pesquisa e inovação na área de saúde que o Grupo de Pesquisa em Engenharia Biomédica vem realizando, transformando a teoria na prática, na forma de sistemas e equipamentos dedicados aos profissionais da área de saúde”, celebra o professor Marco Aurélio Benedetti.

A pesquisadora observou que existe uma significativa melhora na caminhada de seus pacientes com doença de Parkinson ao realizar a fisioterapia aquática. “Sabe-se que a marcha (caminhada) dessas pessoas é bastante comprometida por alterações motoras originadas pela doença e a fisioterapia aquática auxilia muito nesse processo de reabilitação”, explica Caroline Souza.

INSTRUMENTO – E foi a partir da dissertação de Caroline Souza que foi desenvolvido um instrumento para auxiliar no desenvolvimento da marcha desses pacientes durante a fisioterapia aquática, capaz de medir o tamanho da passada, a respiração do paciente, a frequência dos batimentos cardíacos, a oximetria (quantidade de oxigênio no sangue) e o funcionamento muscular por meio da eletromiografia sem a necessidade de isolamento dos eletrodos da água. 

O trabalho e o instrumento foram desenvolvidos através da parceria do Grupo de Pesquisa em Engenharia Biomédica (GPEB/UFPE), coordenado pelo professor Marco Aurélio Benedetti Rodrigues, com o programa de extensão Pró-Parkinson, coordenado pela professora Maria das Graças Wanderley de Sales Coriolano, que faz parte também do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia da Universidade.

“Foi um prêmio muito importante para nós. O desenvolvimento desse produto foi baseado numa observação clínica de Carol e, a partir de discussões com a equipe, a gente chegou a esse produto final, após muitos testes. Foi fruto da união entre a Saúde e a Engenharia, que, muitas vezes, não é tão simples, pois são linguagens muito diferentes. Mas, conseguimos superar as dificuldades todas e está aí o sucesso do nosso trabalho. Foi uma parceria muito importante e estamos com esse prêmio maravilhoso para nós”, comemora a professora Maria das Graças Coriolano.

O instrumento desenvolvido pela pesquisadora e o GPEB é portátil e de fácil manuseio, com alta eficácia e baixo custo. Espera-se que o equipamento em um futuro próximo possa auxiliar no direcionamento do melhor tratamento fisioterapêutico por meio dos resultados nele apresentados, podendo ser facilmente utilizado pelo SUS.

Além disso, segundo a professora Maria das Graças Coriolano, o produto tem grande perspectiva de mercado também, pois a princípio ele foi pensado para ser utilizado para pacientes com doença de Parkinson, mas há potencial para que ele possa ser utilizado por pacientes de outras patologias, porque foi verificado que ele foi capaz de aferir os parâmetros que os pesquisadores tinham como objetivo.

Logo, “além do desenvolvimento, nós fizemos um pequeno teste com alguns pacientes para justamente verificar sua aplicação. Os trabalhos que nós fazemos ligados ao desenvolvimento de produto envolvem várias etapas: o desenvolvimento em si, os testes que vão sendo feitos ao longo do seu desenvolvimento, e quando nós chegamos ao produto final, nos resta saber a sua aplicação. Aplicamos, então, numa série de alguns pacientes e verificamos que realmente ele foi capaz de avaliar os parâmetros que queríamos observar na marcha desses pacientes. Há uma grande perspectiva de realmente a gente conseguir instrumentalizar essa avaliação tão difícil de ser feita num ambiente aquático e poder utilizá-la com pacientes diversos, não só aqueles com doenças de Parkinson”, explana a professora.

Fonte: https://www.ufpe.br

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