HC integra pesquisa que realiza acompanhamento e tratamento para cura de pacientes com hepatite C que fazem diálise – UFPE

HC integra pesquisa que realiza acompanhamento e tratamento para cura de pacientes com hepatite C que fazem diálise - UFPE

É uma doença silenciosa que pode demorar muito tempo a manifestar sintomas aparentes

O Hospital das Clínicas da UFPE é o centro especializado em Pernambuco que está realizando o tratamento de pacientes com hepatite C que também fazem diálise. Esse tratamento no hospital-escola, que é baseado num antiviral de ação direta de última geração e de grande efetividade, integra o projeto de pesquisa multicêntrico “Registro, caracterização e acompanhamento de pacientes com doença renal crônica sob terapia dialítica candidatos a tratamento da hepatite C crônica”, presente em todos os Estados do Brasil e que começou em novembro de 2020 e vai até novembro de 2022. O HC é unidade vinculada à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh).

“O nosso objetivo é identificar todos os pacientes com hepatite C e que realizam a diálise (doentes renais crônicos) para iniciar o tratamento com um antiviral por via oral que tem uma efetividade de quase 100% de cura, sem efeito colateral e financiado pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Essa medicação já eliminou a hepatite C em alguns países e é tomada todos os dias durante 12 semanas. Nos casos mais graves, esse período dobra”, explica o chefe do Serviço de Gastroenterologia do HC, Edmundo Lopes, pesquisador responsável pelo estudo em Pernambuco, ao lado do nefrologista Marclébio Dourado, do HC.

As pessoas que fazem diálise em Pernambuco serão submetidas a exames para detecção do vírus da hepatite C no local em que realizam a terapia renal. Caso tenham a hepatite C, elas serão encaminhadas para o HC para a realização de mais exames específicos para avaliar o estado do fígado e a elaboração do laudo para a requisição da medicação na Farmácia Central do Estado para início do tratamento. “Aqueles pacientes com cirrose ou com um quadro mais crítico seguirão acompanhados pelo HC de acordo com a sua necessidade clínica”, afirma Edmundo Lopes, que também é professor do Centro de Ciências Médicas (CCM) da UFPE.

O pesquisador destaca a importância de ações como essa e lembra que o Brasil é signatário de um acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) para eliminação da hepatite C como um problema de saúde pública no País até 2030. “Estima-se que 1% da população brasileira (cerca de 2,1 milhões de pessoas) tenham hepatite C. O difícil é saber onde elas estão para realizar o diagnóstico e o tratamento – geralmente, são pessoas acima dos 45 anos, que foram expostas ao vírus. No caso da diálise, o ambiente é mais sujeito à contaminação pela natureza da atividade (sangue e ambiente hospitalar), mas com a cura dos infectados, a doença é erradicada nesse ambiente”, relata. “Aqui no HC, pretendemos realizar ação semelhante com os pacientes diabéticos acompanhados pela Endocrinologia”, completa Edmundo Lopes.

O estudo “Registro, caracterização e acompanhamento de pacientes com doença renal crônica sob terapia dialítica candidatos a tratamento da hepatite C crônica” tem como instituição proponente a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e patrocínio principal do Instituto Brasileiro do Fígado (IBF).

SOBRE A HEPATITE C – A hepatite C é uma doença silenciosa que pode demorar muito tempo a manifestar sintomas aparentes como pele amarelada, náuseas e urina escura, por exemplo. Se não tratada, pode levar a problemas sérios como cirrose e câncer no fígado. Por isso, é tão importante detectá-la em tempo hábil por meio de um teste rápido, que consiste em furar o dedo da pessoa para detectar a presença do vírus no sangue, o que acontece em até 15 minutos.

Além de pessoas acima dos 45 anos e com doença renal crônica, os indivíduos mais propensos ao vírus da hepatite C são os que têm diabetes, transtornos psiquiátricos, doença hepática, deficiências imunológicas, histórico de transfusões de sangue até 1992, antecedente de exposição a material biológico contaminado (como sangue em seringas ou alicates de manicure não esterilizados), usuários de drogas e aqueles que tiveram/têm parceiro (a) sexual com hepatite C, entre outras.

Fonte: https://www.ufpe.br

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